O presidente argentino Javier Milei encontra-se em uma posição delicada ao tentar equilibrar seu alinhamento ideológico com os Estados Unidos e a profunda dependência econômica da China. Em janeiro de 2026, ele anunciou planos de viajar à China, desafiando a crítica de Donald Trump à reaproximação dos aliados dos EUA com Pequim.
A China é o segundo maior parceiro comercial da Argentina, com laços que se tornaram ainda mais significativos após a renovação do acordo de swap cambial. Durante sua campanha, Milei havia prometido não negociar com a China, mas após assumir a presidência, adotou uma postura mais pragmática, reconhecendo a importância das relações econômicas com o país asiático.
As implicações dessa dualidade na política externa de Milei são complexas e podem afetar sua administração. Enquanto busca manter relações econômicas com a China, ele também precisa lidar com as pressões dos EUA para reafirmar sua hegemonia na região. A capacidade de Milei de equilibrar essas relações será crucial para sua política e para a economia argentina nos próximos anos.

