Na última quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, em Berlim, o ministro italiano da Agricultura, Soberania Alimentar e Florestas, Francesco Lollobrigida, ressaltou a importância da Itália na conclusão do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo ele, a negociação resultou em um acordo ‘ótimo’, que oferece vantagens significativas para o setor exportador italiano, especialmente no que diz respeito à agricultura.
Lollobrigida explicou que o acordo foi fundamentado em dois pilares: primeiro, a resiliência das empresas italianas, apoiada por um aporte de dez bilhões de euros em políticas comuns; segundo, garantias para o setor agrícola com o princípio da reciprocidade. Ele também destacou que, após intensas negociações, a Itália não apenas recuperou recursos previamente cortados, mas ainda obteve um bilhão de euros adicionais para o setor.
O tratado, assinado em 17 de janeiro no Paraguai, visa estabelecer uma área de livre comércio envolvendo 31 países e mais de 700 milhões de consumidores. Com a inclusão de um robusto pacote de garantias e um fundo de compensação de 6,3 bilhões de euros, o acordo busca criar um ambiente favorável para as relações comerciais entre a Europa e o Mercosul, ao mesmo tempo que garante a proteção dos interesses agrícolas da Itália.

