George Monbiot, colunista do Guardian, critica a liderança do Partido Trabalhista, afirmando que a recusa de Keir Starmer em adotar a representação proporcional perpetua um sistema eleitoral injusto no Reino Unido. Ele argumenta que essa postura limita as opções dos eleitores, que são obrigados a escolher entre o ‘menor dos males’ para evitar que partidos mais extremos cheguem ao poder.
O autor menciona uma pesquisa de atitudes sociais britânicas que revela que 60% da população deseja mudanças no sistema eleitoral atual, mas a decisão sobre como votar continua a ser controlada por aqueles que se beneficiam do sistema majoritário vigente. Monbiot enfatiza que a insistência do Partido Trabalhista em manter o sistema de ‘primeiro a passar’ é uma escolha deliberada que ignora a vontade popular.
As implicações dessa resistência à reforma eleitoral são profundas, pois podem resultar em um aumento do apoio a partidos de direita, enquanto o Partido Trabalhista falha em se adaptar às demandas dos eleitores. A crítica de Monbiot ressalta a necessidade urgente de discutir alternativas que reflitam melhor a diversidade política e as aspirações dos cidadãos britânicos, sugerindo uma mudança estrutural no processo eleitoral como essencial para a saúde democrática do país.

