Moradores da Vila Mariana, em São Paulo, se uniram para protestar contra a verticalização acelerada e o assédio imobiliário na região. A preocupação é com a demolição de casas históricas e pequenos comércios, que estão sendo substituídos por grandes torres. “Estão matando os bairros de São Paulo e isso precisa parar”, desabafa Patrícia Machado, uma das residentes que participa do movimento. O impacto dessas mudanças vai além da estética, afetando a estrutura social e emocional da comunidade.
Patrícia e sua vizinha Sakuko Miyashita fazem parte de um coletivo que busca reagir a esse fenômeno. Elas lamentam a perda das características únicas dos bairros, que estão sendo transformados em áreas homogêneas dominadas por grandes empreendimentos. “Cada bairro tem história e características próprias. Estamos perdendo isso”, afirma Sakuko, enfatizando a importância da identidade local.
Com a autorização de quase 3.500 alvarás de demolição em 2024, a situação se torna ainda mais alarmante. Especialistas apontam que a revisão do Plano Diretor de 2014, que permite construções sem limite de altura em áreas centrais, precisa ser revista com urgência. A resistência dos moradores da Vila Mariana levanta questões críticas sobre o futuro do planejamento urbano e a preservação das comunidades nas cidades brasileiras.

