O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que o Ministério Público do Rio de Janeiro, o Conselho Nacional de Justiça e o governo estadual prestem esclarecimentos sobre a megaoperação que resultou em 122 mortos, incluindo cinco policiais, em outubro do ano passado. Esta operação, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, é considerada a mais letal da história do Brasil e teve como alvo a facção criminosa Comando Vermelho.
Moraes destacou que as informações apresentadas até o momento são, por vezes, contraditórias, e a transparência é fundamental para avaliar a atuação das instituições envolvidas. O ministro estabeleceu um prazo de cinco dias para que o MPRJ explique sua participação na operação, especialmente no que diz respeito ao controle externo da atividade policial, e por que a supervisão foi realizada por um grupo específico, ao invés do grupo designado para monitorar violações de direitos humanos em operações policiais.
Além disso, o CNJ deve informar sobre o plano estratégico de reocupação territorial apresentado pelo governo após a operação, e todas as imagens capturadas durante a ação devem ser enviadas para perícia na Polícia Federal. A pressão por esclarecimentos reflete a crescente preocupação com a letalidade policial e as violações de direitos humanos durante operações em comunidades cariocas, levantando questões sobre a eficácia da política de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

