Mortandade de camarões em Igaraçu do Tietê gera investigação ambiental

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Milhares de camarões de água doce, conhecidos como pitus, foram encontrados mortos em uma prainha do Rio Tietê, em Igaraçu do Tietê, São Paulo, com o fenômeno se intensificando na tarde de 2 de fevereiro. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) enviou uma equipe ao local para coleta de amostras da água e dos espécimes, visando investigar as causas da mortandade, que ainda continua com novos casos registrados até o dia 4 de fevereiro.

De acordo com o responsável pela fiscalização municipal, a situação é incomum, pois a mortandade de camarões nunca havia sido observada na região, ao contrário da morte de peixes, que ocorre periodicamente. Técnicos da CETESB e da Secretaria do Meio Ambiente estão apurando as causas, enquanto o Grupo Macrófitas, que inclui especialistas e membros da sociedade civil, também investiga a questão, que pode estar ligada à poluição orgânica e variações bruscas nas condições ambientais.

A CETESB recomenda que a população evite atividades como pesca e banho nas proximidades da prainha até que a situação seja esclarecida. A operadora da hidrelétrica de Barra Bonita, Auren Energia, afirmou não haver relação entre a operação da usina e a mortandade dos camarões, mas se colocou à disposição para auxiliar nas investigações. A situação ressalta a fragilidade do ecossistema do Rio Tietê e a urgência de uma gestão ambiental eficaz na região.

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