Morte de Alex Pretti provoca debate sobre direitos armamentistas nos EUA

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O assassinato de Alex Pretti por agentes federais de imigração em Minneapolis gerou um debate acalorado entre grupos de defesa dos direitos das armas e representantes do governo. O incidente, que ocorreu em fevereiro de 2026, levanta questões cruciais sobre a mobilização de tais grupos em casos de violência armada, especialmente em comparação com a reação ao assassinato de Philando Castile em 2016, que também era um proprietário legal de arma. A situação evidencia a complexidade das reações em torno do direito à posse de armas nos Estados Unidos.

Após a morte de Pretti, diversas organizações de direitos das armas criticaram autoridades federais, incluindo a secretária de segurança interna e um oficial sênior da patrulha de fronteira, que alegaram, sem evidências, que Pretti tinha a intenção de causar danos. Grupos proeminentes, como a Gun Owners of America e a National Rifle Association, clamaram por uma investigação independente sobre o incidente, ressaltando o direito de Pretti de portar uma arma. Essa resposta rápida contrasta com a apatia observada em casos semelhantes no passado, levantando questões sobre viés racial na defesa dos direitos armamentistas.

As implicações desse caso são significativas, pois podem influenciar futuras discussões sobre o controle de armas e a mobilização de grupos de defesa em situações de violência armada. A disparidade nas reações a diferentes vítimas pode levar a um escrutínio mais profundo sobre as prioridades dos grupos de direitos das armas e a forma como a sociedade americana lida com a violência armada. O episódio pode também reavivar debates sobre a necessidade de uma abordagem mais uniforme em relação ao direito de portar armas, independentemente da etnia da vítima.

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