Mortes de mais de 35 milhões de salmões na Escócia geram críticas à fiscalização

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Nos últimos três anos, mais de 35 milhões de salmões morreram de forma inesperada em fazendas na Escócia, conforme relatado por defensores dos direitos dos animais. Durante esse período, apenas duas inspeções não anunciadas foram realizadas nas instalações, o que levou à insatisfação com o nível de supervisão da indústria. A secretária escocesa de assuntos rurais, Mairi Gougeon, havia afirmado em dezembro que o regime regulatório para a aquicultura de peixes era robusto.

Os números alarmantes levantam questionamentos sobre a eficácia da fiscalização e a verdadeira condição das práticas de bem-estar animal nas fazendas de salmão. Grupos de defesa animal, como a Animal Equality, argumentam que a falta de inspeções regulares indica uma supervisão inadequada, o que pode ter contribuído para as altas taxas de mortalidade. As alegações colocam pressão sobre o governo escocês para reavaliar e fortalecer a regulamentação do setor.

As implicações dessa situação podem levar a um aumento das exigências regulatórias e a um debate mais amplo sobre o bem-estar animal na aquicultura. Caso as preocupações persistam, é possível que a indústria enfrente chamadas por mudanças significativas em suas práticas. O futuro da aquicultura na Escócia depende de uma resposta adequada às críticas e da implementação de uma fiscalização mais rigorosa.

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