Mortes de salmões na Escócia geram críticas à fiscalização do setor

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Mais de 35 milhões de salmões morreram de forma inesperada em fazendas na Escócia nos últimos três anos, segundo dados revelados por ativistas. O número alarmante foi acompanhado por apenas duas inspeções não anunciadas durante esse período, o que levanta sérias questões sobre a supervisão do setor. A secretária de Assuntos Rurais da Escócia, Mairi Gougeon, declarou em dezembro que o regime regulatório é robusto, mas essa afirmação é contestada por defensores dos direitos dos animais.

A organização Animal Equality criticou a falta de fiscalização, apontando que a quantidade de mortes de salmões sugere uma “supervisão embaraçosamente fraca”. Com apenas duas inspeções em três anos, os ativistas alertam que a regulamentação atual pode não ser suficiente para garantir o bem-estar dos animais nas fazendas. Este cenário levanta preocupações sobre a responsabilidade do governo em monitorar as práticas de aquicultura na região.

As implicações desse problema vão além da saúde animal, afetando também a imagem da indústria de aquicultura escocesa. Se a fiscalização não for aprimorada, pode haver repercussões negativas na confiança dos consumidores e na sustentabilidade do setor. O debate sobre a regulamentação e o bem-estar animal está em ascensão, exigindo uma resposta urgente das autoridades competentes.

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