Os organizadores das Olimpíadas de Inverno de 2026, que ocorrerão em Cortina d’Ampezzo, já produziram mais de 56 milhões de pés cúbicos de neve artificial para garantir condições adequadas para as competições. Embora a recente queda de neve no local tenha aliviado preocupações sobre a confiabilidade da neve, a dependência de neve feita por máquinas está se tornando cada vez mais comum, especialmente em um cenário de aquecimento global.
A produção de neve artificial, que envolve a transformação de água líquida em pequenos grãos de gelo, requer uma quantidade significativa de energia e água. Estudos indicam que a criação de 1,4 bilhão de pés cúbicos de neve em um inverno médio pode consumir 478 mil megawatts-hora de eletricidade e resultar em emissões de carbono consideráveis. A demanda por água para a produção de neve nas Olimpíadas é estimada em 84,8 milhões de pés cúbicos, o que equivale a 380 piscinas olímpicas.
Embora soluções sustentáveis, como a utilização de fontes de energia renováveis, estejam sendo implementadas, a neve artificial não é uma solução definitiva para os problemas que as regiões de inverno enfrentam devido ao aumento das temperaturas. Estima-se que, nas próximas décadas, muitas localidades que historicamente sediaram eventos de inverno poderão não ter condições adequadas para as competições, levantando questões sobre a sustentabilidade do esporte de inverno em um mundo em aquecimento.

