Nesta terça-feira (3), a Polícia Federal prendeu Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência, durante a segunda fase da Operação Barco de Papel. A operação investiga crimes financeiros relacionados à gestão de quase R$ 1 bilhão em investimentos no Banco Master, que podem comprometer as aposentadorias de aproximadamente 235 mil servidores públicos no Rio de Janeiro.
Os agentes da PF cumpriram mandados de prisão e busca em endereços no Rio de Janeiro e Santa Catarina, com base em indícios de obstrução das investigações. A apuração inicial já havia identificado tentativas de manipulação de provas e retirada de documentos. Deivis foi interceptado ao retornar dos Estados Unidos e levado à Delegacia da PF em Volta Redonda, onde permanece à disposição da Justiça.
As investigações sobre os investimentos, considerados de alto risco, levantam preocupações sobre a gestão financeira do fundo de previdência fluminense. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro já havia alertado sobre a possibilidade de gestão irresponsável, proibindo novos aportes em títulos do Banco Master. Com outros dois investigados foragidos, os desdobramentos da operação ainda estão em andamento, e a situação continua sob vigilância.

