Nesta quarta-feira, 4, a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo efetuou a prisão de pelo menos três policiais militares que supostamente faziam a segurança de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, proprietário da empresa de ônibus Transwolff. Ele é alvo de investigações por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que acendeu alertas sobre a atuação de agentes de segurança pública em atividades ilícitas.
A operação resultou no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, além de três mandados de prisão. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as investigações se originaram de um processo judicial que apura crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, relacionados a organizações criminosas. A atuação dos PMs na segurança de uma empresa investigada por envolvimento com o PCC levanta questões sérias sobre a integridade das forças de segurança.
As investigações apontam que a Transwolff e outra empresa, a UPBus, podem ter sido utilizadas para lavar recursos ilícitos gerados por atividades criminosas, como tráfico de drogas e roubos. O caso é um desdobramento da Operação Fim da Linha, que envolve o Ministério Público de São Paulo e várias outras instituições. O resultado dessa operação poderá ter repercussões significativas na luta contra a corrupção e o crime organizado no estado.

