Poupança registra retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em janeiro de 2026, a caderneta de poupança enfrentou uma retirada líquida de R$ 23,5 bilhões, conforme relatório do Banco Central divulgado no dia 6. O total de depósitos no período foi de R$ 331,2 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 354,7 bilhões, evidenciando uma tendência de saques superiores aos depósitos. O saldo total da poupança agora ultrapassa R$ 1 trilhão, refletindo uma preocupação com a situação econômica atual.

Nos últimos anos, a caderneta de poupança tem apresentado mais saques do que depósitos, com retiradas líquidas de R$ 87,8 bilhões em 2023 e R$ 15,5 bilhões em 2024. Um fator crucial para essa dinâmica é a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, que incentiva os investidores a buscarem alternativas mais rentáveis. O Comitê de Política Monetária (Copom), após um ciclo de aumentos, interrompeu as altas em julho do ano passado, mas se mantém firme em sua política de contenção da inflação, que tem alcançado índices preocupantes.

À medida que a inflação se aproxima da meta de 3%, o Banco Central sinalizou que pretende reduzir a taxa de juros em sua próxima reunião, marcada para março. No entanto, a magnitude desse corte ainda não foi definida, e a autarquia reafirma que os níveis de juros continuarão restritivos. Essa situação coloca desafios significativos tanto para os poupadores quanto para a dinâmica econômica mais ampla do país.

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