A recente proposta de proibir menores de 16 anos de acessarem redes sociais no Reino Unido provoca um debate essencial sobre quem realmente controla a infraestrutura digital da democracia. Essa discussão remete à última eleição geral do século XX, em 1997, quando os partidos trabalhista e conservador prometeram conectar escolas à chamada ‘superestrada da informação’. Essa metáfora, apesar de pouco lembrada hoje, implica que, assim como nas estradas, é necessário estabelecer regras para garantir a segurança dos jovens nesse espaço virtual.
Com o crescimento da influência das redes sociais e a crescente preocupação com a segurança online, a proposta levanta questões sobre a responsabilidade das plataformas digitais. A ideia de ter regras claras para o uso dessas redes é essencial, especialmente em um mundo onde a tecnologia molda a forma como interagimos e participamos da democracia. A discussão sobre a proteção das crianças deve ser acompanhada da reflexão sobre quem detém o poder nesse novo espaço público.
As implicações dessa medida vão além da proteção infantil, refletindo a necessidade de uma regulação mais ampla da tecnologia em nossas vidas. O debate se intensifica à medida que se aproximam as eleições e a sociedade busca entender o papel das plataformas digitais na formação da opinião pública. A forma como essa questão será abordada pode moldar o futuro da democracia e a relação entre os cidadãos e as tecnologias que utilizam.

