Um projeto de conservação de manguezais na Baía de Guanabara, no Brasil, está demonstrando como um ecossistema em declínio pode ser transformado em um santuário vibrante. Conhecida por suas águas azuis profundas e montanhas imponentes, a baía é também uma das áreas costeiras mais poluídas do país, recebendo esgoto e resíduos sólidos de cidades vizinhas, que abrigam mais de 8 milhões de pessoas.
A poluição é agravada pela movimentação de navios de carga e plataformas de petróleo nos portos comerciais, além de uma quantidade significativa de embarcações abandonadas que se deterioram na água. No entanto, na parte superior da baía, entre as cidades de Itaboraí e Magé, o ambiente apresenta uma realidade diferente, com ar mais puro e águas calmas, onde apenas pequenas canoas de pescadores navegam, acompanhadas por bandos de pássaros que sobrevoam a região.
As implicações desse projeto de conservação são significativas, não apenas para a fauna e flora locais, mas também para a conscientização sobre a poluição e a necessidade de proteção ambiental. A revitalização dessa área pode servir como modelo para outras iniciativas de recuperação ecológica em regiões afetadas pela degradação, destacando a importância da união entre comunidades e esforços de conservação.

