Promotores franceses realizam busca na X de Elon Musk por suspeitas de abusos

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Promotores franceses executaram uma operação nos escritórios da plataforma X, de propriedade de Elon Musk, na manhã de terça-feira, convocando o empresário para uma audiência em abril. A busca, realizada pela unidade de cibercrime do escritório do promotor de Paris, visa investigar possíveis abusos de algoritmos da plataforma, além de preocupações com deepfakes e postagens geradas pelo chatbot de inteligência artificial Grok, que já levantaram sérios alarmes sobre conteúdos prejudiciais.

As investigações surgem em um contexto de crescente escrutínio sobre a atuação da X em relação à disseminação de informações prejudiciais. O promotor-chefe, Laure Beccuau, destacou que há indícios de que a plataforma permitiu a propagação de conteúdos de negação do Holocausto e deepfakes sexualmente explícitos. A X, por sua vez, negou as acusações, alegando que a investigação é politicamente motivada e compromete a liberdade de expressão dos usuários.

Além da investigação na França, o Reino Unido também iniciou uma apuração sobre o Grok, destacando o potencial da IA para gerar imagens sexuais não consensuais, especialmente envolvendo crianças. Ao mesmo tempo, a plataforma anunciou medidas para restringir a capacidade do Grok de criar conteúdos desse tipo. A situação levanta questões importantes sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia na proteção de dados e direitos dos usuários em um ambiente digital cada vez mais complexo.

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