Entidades representativas do comércio e da indústria expressam sérios receios em relação à proposta de fim da escala 6×1, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho para 36 horas. As entidades alertam que essa mudança, caso ocorra sem a correspondente diminuição de salários, poderá resultar em aumento significativo dos custos laborais, pressionar a inflação e ameaçar a manutenção de empregos formais no Brasil.
Atualmente, existem quatro propostas em discussão no Congresso Nacional que buscam alterar a jornada de trabalho, sendo uma delas já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça. O governo federal, por sua vez, planeja apresentar um novo projeto sobre a jornada após o Carnaval, mas empresários temem que a mudança possa reduzir a competitividade da indústria e elevar os custos operacionais, impactando diretamente a sustentabilidade dos negócios.
Os impactos financeiros da proposta são significativos, com estimativas indicando que a redução da jornada poderia elevar os gastos em até 25% na indústria e 23% no setor público. Além disso, a pressão inflacionária e a necessidade de ajustes operacionais podem levar a um aumento do uso de automação e à preferência por vínculos informais de trabalho, criando um cenário desafiador para a economia brasileira.

