No dia 31 de janeiro, mais de mil pessoas participaram de uma manifestação em Milão contra a presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante as Olimpíadas de Inverno de 2026. Os Jogos, que começam em 6 de fevereiro, contarão com a presença do ICE para auxiliar em ações de inteligência relacionadas ao combate ao crime organizado, o que gerou forte oposição entre os cidadãos.
Os manifestantes se reuniram na praça XXV Aprile, exibindo cartazes que criticavam tanto o presidente dos EUA quanto a primeira-ministra italiana, além de lembranças de vítimas de operações do ICE. Enquanto o governo italiano assegura que os agentes ficarão restritos ao Consulado dos EUA e não atuarão nas ruas, essa informação não foi suficiente para acalmar os ânimos dos protestantes, que se opõem às políticas severas de imigração do governo americano.
O secretário do Partido Democrático, Alessandro Capelli, destacou a importância do protesto em um momento de atenção global em razão dos Jogos Olímpicos. Por outro lado, o vice-premiê Matteo Salvini minimizou a controvérsia, afirmando que a presença de alguns agentes do ICE não representa um problema. O descontentamento popular em relação à migração e segurança continua a ser um tema sensível na política italiana, especialmente em um evento de grande visibilidade internacional como as Olimpíadas.

