O Irã se caracteriza como um Estado multiétnico, onde diversas minorias, incluindo curdos e balúchis, manifestam descontentamento em relação ao regime dos aiatolás. Desde 2022, o país tem sido palco de protestos, catalisados pela morte de uma jovem curda sob custódia policial, que reacenderam reivindicações históricas por direitos e autonomia nas regiões fronteiriças.
As comunidades minoritárias, que representam uma parte significativa da população iraniana, enfrentam discriminação sistemática e têm se organizado para protestar contra a opressão. A resposta do governo tem sido a repressão violenta, intensificando a insatisfação social. O sistema político atual, sustentado por uma ideologia xiita, exclui estas vozes e nega alternativas políticas viáveis para o futuro do país.
Os desdobramentos dos protestos levantam questões sobre a coesão social do Irã e a possibilidade de uma mudança política. A crescente rejeição ao regime sugere que a insatisfação pode se transformar em um movimento mais amplo, desafiando a estrutura de poder vigente. Assim, a luta por direitos das minorias se torna um elemento central na busca por um futuro mais inclusivo e democrático no país.

