A leitura de livros tem diminuído de forma alarmante em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, Europa e Estados Unidos. Um estudo da Universidade da Flórida aponta que a quantidade de leitores nos Estados Unidos caiu mais de 40% nas últimas duas décadas, o que levanta questões sobre as implicações para a saúde mental e cultural da população.
No Brasil, a situação é igualmente preocupante, com uma pesquisa recente mostrando que 53% dos brasileiros se consideram ‘não-leitores’, superando os 47% de leitores. A desigualdade no acesso à leitura é evidente, com grupos como afro-americanos e pessoas de baixa renda enfrentando maiores dificuldades. Além disso, a pesquisa destaca que, enquanto as mulheres leem mais, a diminuição do hábito de leitura atinge até mesmo aqueles com maior escolaridade.
As consequências dessa queda no hábito de leitura podem ser significativas. Estudos indicam que a leitura regular pode reduzir níveis de estresse, melhorar a memória e até prolongar a vida. Especialistas alertam que a solidão, exacerbada pela falta de leitura, pode ser um fator de risco para a mortalidade precoce, o que torna urgente a necessidade de reverter essa tendência global de declínio na leitura.

