Neste domingo (1), a passagem de Rafah, que conecta a Faixa de Gaza ao Egito, foi reaberta após um fechamento de quase dois anos. A medida, que atende a uma demanda das Nações Unidas, é parte do plano de trégua do presidente dos EUA, Donald Trump, e permitirá a passagem de ambulâncias e caminhões com ajuda humanitária a partir de segunda-feira (2). Este ponto de acesso é crucial para os palestinos, que enfrentam um bloqueio israelense desde 2007.
A reabertura da passagem é vista como um passo importante na mitigação da crise humanitária em Gaza, onde a escassez de recursos é extrema. A coordenação entre o COGAT, órgão do Ministério da Defesa israelense, e a Missão de Assistência Fronteiriça da União Europeia (EUBAM) visa garantir a segurança durante o trânsito de pessoas e suprimentos. Contudo, o controle israelense sobre a passagem levanta preocupações sobre a efetividade da ajuda que realmente chegará ao território palestino.
Com a reabertura, espera-se que até 600 caminhões de ajuda humanitária possam entrar diariamente em Gaza. No entanto, grupos humanitários alertam que a assistência ainda é insuficiente, e as autoridades israelenses têm atrasado a entrega de suprimentos essenciais. O futuro da passagem e a entrada de mais palestinos ainda dependem de negociações em andamento entre Israel e o Egito, destacando a complexidade da situação na região.

