A passagem de Rafah, que conecta a Faixa de Gaza ao Egito, reabriu nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, após um fechamento de dois anos. Essa reabertura, no entanto, ocorre em condições extremamente restritas, permitindo a travessia de apenas um número limitado de residentes. A decisão foi anunciada por um funcionário de alto escalão israelense e coincide com a chegada de uma missão europeia de vigilância na região.
Apesar da reabertura, a entrada de ajuda humanitária em Gaza permanece bloqueada, uma situação criticada pela ONU e por várias organizações humanitárias. A passagem estará disponível por cerca de seis horas por dia, com um número inicial de apenas 150 pessoas podendo cruzar a fronteira. Nesse contexto, os palestinos que necessitam de tratamento médico urgente expressam a esperança de que a reabertura da passagem possa aliviar suas condições de vida, já que a situação humanitária no território é crítica.
A continuação das hostilidades entre Israel e o Hamas representa um desafio significativo para a estabilidade na região. As autoridades israelenses condicionaram as travessias a autorizações de segurança prévias, o que pode limitar ainda mais o acesso. Além disso, a reabertura da passagem é parte de um plano mais amplo que envolve a administração do território sob a supervisão de entidades internacionais, o que poderá impactar a dinâmica política na região nos próximos meses.

