Oficiais seniores da Ucrânia e da Rússia se encontrarão em Abu Dhabi na quarta-feira para a segunda rodada de negociações, mediadas pela administração Trump. O encontro ocorre em um cenário de novos ataques, onde a Rússia lançou um dos mais poderosos bombardeios do ano contra as instalações energéticas ucranianas, resultando em feridos em Kyiv e mortes em Zaporizhzhia. Apesar do tom otimista de Trump sobre o fim da guerra, tanto Moscovo quanto Kyiv estão cientes de que as expectativas para um avanço imediato são baixas.
A Ucrânia denunciou os recentes ataques como uma violação do acordo de cessar-fogo que deveria ser mantido durante o inverno rigoroso. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, criticou os ataques, afirmando que a Rússia prioriza a intimidação em vez da diplomacia. Os líderes da NATO também se manifestaram, reiterando a necessidade de compromissos de segurança para a Ucrânia, em meio a um clima de incertezas sobre o futuro das negociações.
Enquanto as temperaturas em Kyiv despencam para níveis extremos, a situação humanitária se torna cada vez mais crítica. O fracasso das negociações pode resultar em uma continuação prolongada do conflito, com potenciais consequências devastadoras para a população civil. O cenário atual exige não apenas diálogo, mas também garantias concretas de segurança para evitar novas agressões russas no futuro.

