Rússia ataca Ucrânia com drones e mísseis balísticos em ofensiva noturna

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Na madrugada de 3 de fevereiro de 2026, a Rússia executou um intenso ataque aéreo contra a Ucrânia, que incluiu o lançamento de drones e 32 mísseis balísticos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou o ataque como um “compromisso quebrado” em relação às negociações de paz, já que Moscou havia prometido interromper os ataques à infraestrutura energética do país.

Este bombardeio resultou em ferimentos para pelo menos 10 pessoas e atingiu várias cidades ucranianas, entre elas Kiev, Kharkiv e Dnipro. Zelensky destacou que os ataques visavam especificamente a rede elétrica, como parte de uma estratégia mais ampla da Rússia para privar os civis de serviços básicos, incluindo luz e aquecimento, durante um dos invernos mais rigorosos da região. O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, também visitou Kiev e expressou preocupação com os ataques, considerando-os um “sinal realmente ruim” sobre as intenções de Moscou nas negociações de paz.

As consequências desse ataque noturno podem intensificar ainda mais o conflito, dificultando os esforços de paz entre as duas nações. Ao aproveitar a fragilidade do inverno para atacar, a Rússia parece priorizar a pressão militar sobre a diplomacia, o que pode prolongar a crise humanitária na região e complicar a dinâmica das futuras negociações entre os envolvidos. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos deste episódio, que pode afetar as relações geopolíticas na Europa Oriental.

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