Em janeiro de 2026, os Estados Unidos anunciaram sua saída de 66 organizações multilaterais, criando uma oportunidade para a China, sob a liderança do presidente Xi Jinping, reforçar sua presença no cenário internacional. Durante esse mês, Xi se encontrou com líderes de países como Canadá e Reino Unido, ressaltando a necessidade de um ‘mundo multipolar’ e destacando a pressão sobre a ordem global tradicional. Essa mudança de dinâmica pode ter repercussões significativas na geopolítica mundial.
A retirada dos EUA, especialmente de iniciativas relacionadas a mudanças climáticas e migração, permite que a China se posicione como uma potência estabilizadora, buscando fortalecer suas relações com o Sul Global. A Nova Rota da Seda, um ambicioso projeto de investimentos, reflete essa estratégia, enquanto a China se destaca em áreas onde os Estados Unidos têm se afastado. No entanto, a análise aponta que a China enfrenta riscos em sua abordagem, como a resistência de países em desenvolvimento a se endividarem.
Embora os EUA ainda mantenham a posição de maior potência mundial, a China está rapidamente fechando essa lacuna. A estratégia chinesa parece focar em garantir a permanência do Partido Comunista no poder, em vez de substituir a ordem global liderada pelos EUA. Analisando o cenário atual, especialistas indicam que a influência chinesa tende a aumentar, especialmente na região Ásia-Pacífico, mas a presença americana continua a ser um fator crucial a ser considerado.

