Starmer lamenta nomeação de embaixador após escândalos envolvendo Epstein

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

Na quarta-feira, 4, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, revelou estar arrependido da nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington. O diplomata, que renunciou ao Partido Trabalhista, foi implicado em novos documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que trouxeram à tona sua relação com o falecido predador sexual Jeffrey Epstein.

Os documentos mostram que Mandelson mantinha Epstein informado sobre mudanças na política fiscal britânica e continham evidências de pagamentos feitos pelo criminoso ao político. Após essas revelações, Starmer criticou Mandelson por sua desonestidade, afirmando que ele havia traído o Reino Unido ao compartilhar informações confidenciais durante a crise financeira de 2008, e agiu rapidamente para retirar todos os títulos do diplomata.

Mandelson foi demitido do cargo em setembro do ano anterior, após a divulgação de documentos que mostravam seu relacionamento próximo com Epstein, mesmo após o financista ser condenado por crimes sexuais. Na carta de renúncia, o ex-embaixador pediu desculpas às vítimas e afirmou que as alegações de pagamentos de Epstein eram falsas, mas que deveriam ser investigadas. O caso levanta preocupações sobre a integridade e a transparência nas relações diplomáticas do Reino Unido.

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