O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou uma sindicância para investigar denúncias de assédio sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi, apresentadas por uma jovem de 18 anos. A decisão foi anunciada após uma reunião extraordinária do Pleno do tribunal, onde todos os ministros participaram da votação. Os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira foram sorteados para compor a comissão responsável pela investigação.
As alegações contra o ministro foram reveladas por meio de uma reportagem publicada na quarta-feira, gerando reações diversas na comunidade jurídica. Além da sindicância no STJ, Buzzi também enfrenta investigações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode levar a desdobramentos significativos em sua carreira e na integridade da instituição. A situação levanta questões sobre a conduta de autoridades e a necessidade de mecanismos de responsabilização.
A abertura da sindicância representa um passo importante para a transparência e a justiça no sistema judicial brasileiro. Com a investigação sendo conduzida por ministros do próprio STJ, espera-se que o processo seja realizado de forma imparcial e rigorosa. O resultado dessa apuração poderá influenciar não apenas a vida do ministro Buzzi, mas também a percepção pública sobre a seriedade das denúncias de assédio no âmbito judicial.

