A NFL buscou reconectar-se com torcedores que não se identificam com a política de Donald Trump durante o recente Super Bowl. A atmosfera foi marcada por uma ausência significativa do ex-presidente, que, com índices de aprovação historicamente baixos, não compareceu ao evento em Santa Clara. A decisão de não realizar o voo dos caças F-22 programados para a abertura da partida também gerou discussões sobre a influência política no esporte e o desejo de um retorno à normalidade.
O jogo não apenas serviu como uma plataforma para a reflexão sobre as tensões políticas, mas também como um teste para ver se o futebol americano poderia se desvincular das manipulações do passado. Celebridades como Roger Federer e Adam Sandler estavam presentes, mas o clima foi de expectativa quanto a um futuro onde o esporte não fosse mais utilizado como ferramenta política. A performance de Billie Joe Armstrong, interpretando ‘American Idiot’, trouxe à tona a crítica social que permeia o momento.
O desempenho do New England Patriots, que não era favorito e acabou perdendo, reforçou a ideia de que a história do esporte pode avançar, mas ainda sob a sombra das divisões históricas. O evento gerou questionamentos sobre a possibilidade de um futuro esportivo que não seja dominado por tensões políticas. Poderá o futebol americano voltar a ser apenas um jogo, sem as influências externas que marcaram sua recente história?

