A Justiça de São Paulo decidiu que Suzane von Richthofen será a inventariante da herança de seu tio, Miguel Abdalla Netto, que faleceu em janeiro deste ano. A juíza Vanessa Vaitekunas Zapater considerou que o histórico criminal de Suzane não é relevante para a função, nomeando-a como a única candidata viável diante da desistência do irmão e a inelegibilidade de uma prima. O espólio é estimado em 5 milhões de reais, e Netto não deixou testamento ou filhos.
A decisão gerou polêmica, especialmente porque Miguel era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane, que foi assassinada por ordem da filha em 2002. A prima de Netto, Carmem Magnani, que disputou a posição de inventariante, alegou ter vivido uma união estável com o falecido por 14 anos, mas segundo a juíza, sua relação não a torna herdeira. A defesa de Carmem anunciou que irá recorrer, levantando suspeitas sobre a retirada de bens pela ré confessa antes da decisão judicial.
A morte de Miguel Abdalla Netto, que ocorreu em sua residência na zona sul de São Paulo, é considerada suspeita pela Polícia Civil até que laudos periciais sejam finalizados. Suzane, que cumpre pena sob regime aberto após ser condenada a 39 anos por homicídio, agora se vê em meio a novas controvérsias legais, que podem impactar sua já complicada relação com sua história familiar e legal.

