As taxas de juros futuros no Brasil registraram alta na manhã de quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, especialmente na parte intermediária da curva. Esse movimento acompanha a elevação nos rendimentos dos Treasuries e ocorre em meio à aprovação de novos gastos pelo Congresso Nacional. A taxa de depósito interfinanceiro para janeiro de 2027, por exemplo, subiu para 13,435%, refletindo um aumento em relação ao ajuste anterior.
Além das taxas, o mercado também observa a possibilidade de nomeações no Banco Central, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está inclinado a indicar os economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti. Enquanto a indicação de Cavalcanti é vista com bons olhos pelo mercado, a de Mello gera preocupações devido à sua abordagem heterodoxa em relação à política monetária. Essa ambivalência nas reações do mercado pode influenciar o clima econômico e a confiança dos investidores.
O aumento das taxas de juros e as potenciais nomeações no Banco Central trazem à tona discussões sobre o futuro da política monetária brasileira. Com os novos gastos aprovados e a perspectiva de alterações na liderança do Banco Central, o cenário econômico pode enfrentar desafios significativos. A forma como o governo lidará com estas questões será crucial para a estabilidade econômica e a atração de investimentos no país.

