O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) emitiu uma condenação à Rússia nesta terça-feira (3), considerando que o líder da oposição Alexei Navalny foi submetido a tratamento desumano e prisão ilegal. Navalny, que morreu em uma prisão no Ártico em circunstâncias inexplicáveis, havia sido detido em 2021 após retornar da Alemanha, onde se recuperou de uma intoxicação com um agente nervoso. A condenação destaca que sua prisão se baseou em uma punição que já havia sido criticada como injusta.
O tribunal concluiu que Navalny enfrentou uma combinação de maus-tratos, incluindo vigilância constante e privação de sono. Ele tinha apenas 44 anos quando faleceu sob custódia, e sua família acredita que foi assassinado. O TEDH determinou que a Rússia pagasse 26.000 euros em indenização, refletindo a gravidade das violações de direitos humanos no caso.
Apesar da condenação, o governo russo frequentemente ignora as decisões do TEDH, especialmente após sua saída do Conselho da Europa em 2022. As implicações dessa decisão podem repercutir na forma como a Rússia é vista internacionalmente, especialmente em relação ao tratamento de dissidentes e à sua responsabilidade por violações de direitos humanos.

