Trabalhador italiano relata abusos durante detenção na Venezuela

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

O trabalhador humanitário italiano Alberto Trentini, que ficou detido na Venezuela por 423 dias sem acusação formal, revelou que o diretor do presídio Rodeo I o considerou ‘moeda de troca’. Em entrevista, ele relatou as difíceis condições que enfrentou, mas afirmou não ter sofrido violência física. Sua prisão ocorreu em novembro de 2024, quando chegou ao país para trabalhar em uma ONG de direitos humanos.

Trentini descreveu as celas do presídio como extremamente precárias, com água disponível apenas duas vezes ao dia e espaços reduzidos em que os detentos eram obrigados a viver. Ele relatou que, apesar da falta de violência física, os abusos psicológicos eram constantes, gerando um estado de incerteza e ansiedade entre os presos. Essa situação era exacerbada pela ausência de uma defesa legal e pela falta de comunicação com o mundo exterior.

Com a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro de 2026, Trentini testemunhou a agitação no presídio, mas não teve acesso a informações sobre o evento até dias depois. Sua experiência destaca os desafios enfrentados por muitos detentos na Venezuela, enfatizando a necessidade de maior atenção internacional à questão dos direitos humanos no país. A história de Trentini serve como um lembrete da luta por justiça e dignidade em situações de detenção arbitrária.

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