Veteranos do Partido Trabalhista, envolvidos na crise financeira de 2008, acreditam que os arquivos Epstein expuseram uma traição significativa. Eles reagem à recente proposta de um imposto sobre os lucros do altamente lucrativo setor bancário do Reino Unido, que ecoa as sugestões de Peter Mandelson em 2009. Naquela época, Mandelson recomendou que o JP Morgan ‘ameaçasse levemente’ o chanceler, levantando questões sobre a ética de sua conduta.
Essa sugestão é vista como uma violação extraordinária da confiança, com a possibilidade de ser considerada ilegal, segundo analistas. A revelação de que Mandelson, um ex-ministro do governo, teria colaborado com instituições financeiras contra seus próprios colegas é interpretada como uma traição à ideologia trabalhista. Esse contexto reaviva debates sobre a influência dos bancos na política britânica e suas consequências para a gestão pública.
À medida que o setor bancário continua a ser altamente lucrativo, as implicações dessa história se estendem para o futuro da política fiscal no Reino Unido. A pressão por um imposto sobre lucros extraordinários pode ganhar força, especialmente entre os defensores de uma maior responsabilidade fiscal no sistema financeiro. Assim, a memória da traição de Mandelson poderá moldar as discussões políticas nos próximos anos.

