Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, está implementando uma estratégia que visa enfraquecer o dólar para reindustrializar o país. Em meio a ameaças de tarifas e decisões estratégicas, essa abordagem tem implicações diretas no câmbio e nos mercados financeiros globais, afetando até mesmo a bolsa brasileira.
Especialistas, como Daniel Telles, gestor da Valor Investimentos, afirmam que a negociação de Trump utiliza o choque como tática inicial. As tarifas são vistas como instrumentos geopolíticos, principalmente contra países com relações comerciais com a Rússia, e o objetivo é sufocar financeiramente a guerra na Ucrânia. O dólar mais fraco é uma ferramenta para atrair empresas de volta aos EUA, refletindo uma mudança no fluxo de capital para países emergentes, como o Brasil.
Além das questões econômicas, a estratégia de Trump também destaca a necessidade de aliados no cenário global, conforme aponta o professor Ricardo Rocha do Insper. A crítica à forma das negociações é contrabalançada pela compreensão de sua motivação. O contexto mais amplo inclui a perda de capacidade industrial dos EUA ao longo das últimas décadas, o que torna essa estratégia ainda mais relevante para o futuro econômico do país.

