A turista argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi presa nesta sexta-feira, 6, no Rio de Janeiro, após um incidente ocorrido em um bar em Ipanema, onde imitou gestos de macaco em direção a funcionários. A prisão foi realizada pela Polícia Civil em um apartamento na zona oeste da cidade e teve autorização judicial da 37ª Vara Criminal, a partir de um pedido do Ministério Público. O ato, registrado em vídeo, gerou repercussão significativa nas redes sociais e motivou a investigação das autoridades.
No dia da prisão, Agostina expressou seu desespero diante da situação, afirmando que já estava cumprindo as determinações judiciais, como o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo relatos, o incidente começou após uma discussão sobre a conta do bar, onde a turista foi acusada de proferir ofensas raciais e de ter feito gestos ofensivos. A defesa da acusada argumenta que não houve intenção criminosa e que os gestos eram uma brincadeira entre amigas, mas a gravidade das acusações levou à ação policial.
As implicações deste caso são profundas, não apenas para Agostina, mas também para a percepção sobre comportamentos racistas no Brasil. A medida de retenção de passaporte e a proibição de deixar o país revelam a seriedade com que o sistema judicial brasileiro trata denúncias de racismo. O desdobramento dessa situação poderá influenciar debates sobre direitos e respeito nas interações sociais, especialmente em um país com um histórico complexo em relação à questão racial.

