Nesta terça-feira, a Ucrânia acusou a Rússia de realizar o ataque mais forte do ano contra suas instalações de energia, deixando centenas de milhares de pessoas sem aquecimento em meio a uma severa onda de frio. O ataque ocorreu poucas horas antes da visita do secretário-geral da Otan, que fez críticas à Rússia e à sua postura nas negociações de paz. As temperaturas na região caíram para abaixo de 20 graus negativos, aumentando a urgência da situação humanitária.
Os ataques, que envolveram o disparo de 71 mísseis e 450 drones, atingiram várias regiões, incluindo a capital Kiev e as cidades de Dnipro, Kharkiv e Odessa. De acordo com o ministro da Energia ucraniano, a ação russa deliberadamente privou milhões de pessoas de aquecimento, em um momento crítico do inverno. O governo ucraniano acredita que a intenção é desestabilizar o moral da população e pressionar as negociações diplomáticas que ocorrem em Abu Dhabi.
A Rússia, que já ocupa cerca de 19% do território ucraniano, continua a realizar ataques contra a infraestrutura energética do país, mesmo após um breve período de calma. As negociações para um cessar-fogo enfrentam desafios significativos, principalmente devido às exigências territoriais da Rússia. A situação permanece tensa, com a população ucraniana vivendo sob a constante ameaça de novos ataques e um inverno rigoroso.

