As ações da BYD enfrentam sua sexta semana consecutiva de perdas após a montadora chinesa registrar, em janeiro, o menor volume de vendas domésticas em quase dois anos. Essa queda sinaliza desafios crescentes no maior mercado automotivo do mundo, exacerbados pela fraqueza da demanda interna e pela sobreprodução de veículos, que afeta também outras marcas. O cenário é preocupante, uma vez que a introdução de um imposto sobre veículos de nova energia pode impactar ainda mais as vendas no setor.
O mercado automotivo chinês enfrenta uma pressão crescente, com várias montadoras, incluindo Xiaomi e Xpeng, reportando quedas significativas nas vendas em janeiro. Especialistas apontam para uma combinação de fatores regulatórios e competitivos que podem levar os consumidores a adiar a compra de novos veículos. Além disso, o governo chinês reduziu o apoio a carros elétricos, o que pode agravar a situação das montadoras locais, já sob pressão de concorrentes que oferecem preços mais competitivos e recursos adicionais.
Com a desaceleração das vendas, as expectativas para o setor automotivo na China são incertas. Analistas acreditam que as montadoras podem ser forçadas a reavaliar suas estratégias, uma vez que a crise imobiliária e a deterioração das vendas automotivas podem levar o governo a reintroduzir subsídios. A situação é crítica, considerando que o setor automotivo representa uma parte significativa do emprego urbano na China, e seu futuro dependerá das decisões políticas que serão anunciadas durante a reunião anual do Parlamento em março.

