Carles Puigdemont, líder separatista catalão, recebeu uma vitória simbólica do Tribunal de Justiça da União Europeia em 5 de fevereiro de 2026. O tribunal anulou a suspensão de sua imunidade como deputado do Parlamento Europeu, uma decisão que se baseou na falta de imparcialidade do relator designado, o eurodeputado búlgaro Angel Dzhambazki. A revogação da imunidade havia ocorrido anteriormente em abril de 2021, e a situação de Puigdemont foi objeto de intenso debate político e jurídico.
O Tribunal de Justiça da UE destacou que a ligação de Dzhambazki com o partido de extrema direita espanhol Vox, que apoiou a suspensão da imunidade, comprometeu a imparcialidade do processo. Embora a decisão do TJUE tenha sido comemorada por Puigdemont, ela não altera sua condição atual, uma vez que não é mais eurodeputado e continua vivendo na Bélgica, aguardando a decisão do Tribunal Constitucional espanhol sobre um recurso relacionado à lei de anistia para separatistas.
A vitória simbólica de Puigdemont reabre discussões sobre a independência da Catalunha e a relação entre a Espanha e a União Europeia. O ex-presidente catalão considera a decisão um revés para o Parlamento Europeu e um sinal positivo para a causa separatista. Comín e Ponsatí, outros eurodeputados catalães, também foram impactados pela revogação de sua imunidade, destacando as complexidades políticas que cercam a questão da secessão catalã e as eventuais implicações de uma lei de anistia em discussão.

