Abertura de ‘A Nobreza do Amor’ exalta raízes afro-brasileiras

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

A TV Globo revelou nesta quinta-feira (12) a abertura da nova novela das seis, ‘A Nobreza do Amor’, que retratará a forte conexão entre Brasil e África. A estreia está agendada para a próxima segunda-feira (16) e irá substituir ‘Êta Mundo Melhor!’.

A obra foi pensada a partir de um repertório estético marcado por referências negras e pela valorização das raízes culturais compartilhadas pelos dois continentes.

““A pluralidade da novela surge nessa abertura a partir do nosso próprio time de criação, que é muito diverso. Isso trouxe uma camada autoral e cuidados à criação da abertura”,”

ressalta Chris Calvet, gerente de criação.

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Construída inteiramente com animação, a abertura é guiada por um clássico da música brasileira, “Zumbi”, canção de Jorge Ben Jor, do álbum “A Tábua de Esmeralda”, lançado em 1974. O processo criativo da equipe, liderado por Will Nunes e supervisionado por Chris, partiu da noção de um tempo cíclico, central para muitas culturas de matriz africana.

““Para muitos povos de África, o tempo é representado como um movimento circular, sem um fim definitivo”,”

destaca Will. Essa percepção foi traduzida no retorno à imagem inicial do reino de Batanga, que abre o vídeo, símbolo da realeza e do destino de sua protagonista.

O universo visual se construiu a partir de uma mescla entre tecidos africanos, arte popular brasileira e elementos como o Kente, associado, segundo Will, às realezas Ashanti, em Gana.

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““Além disso, foram incorporados adinkras e referências à força moral de Xangô. Esses símbolos reforçam, simbolicamente, poder, linhagem e memória”,”

afirma o líder do projeto.

A estrutura narrativa da abertura acompanha temas fundamentais da novela, como ancestralidade, travessia e uma aliança entre dois mundos. A designer Luiza Russo, que integra a equipe, explica que a abertura começa com a imagem do reino de Batanga e a força da realeza para, no fim, voltar a esse mesmo ponto, completando esse tempo cíclico africano.

““A câmera atravessa padronagens até alcançar mandalas e adinkras, através das quais chegamos à realidade, com um olhar observador de uma representação de Jendal (Lázaro Ramos) sobre Tonho (Ronald Sotto). Em um giro, encontramos Alika (Duda Santos) em um momento de reconexão. O encontro do casal simboliza a união dos dois mundos. O retorno ao reino de Batanga fecha o ciclo narrativo”,”

afirma Luiza.

Produzida nos Estúdios Globo, ‘A Nobreza do Amor’ é uma novela criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior, com colaboração de Dora Castellar, Alessandro Marson, Duba Elia e Dione Carlos, pesquisa de Leandro Esteves e assistência de roteiro de Dimas Novais. A obra tem direção artística de Gustavo Fernandez, direção geral de Pedro Peregrino e direção de Ricardo França. A produção é de Andrea Kelly, a produção executiva, de Lucas Zardo, e a direção de gênero, de José Luiz Villamari.

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