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Abramilho alerta sobre alta do diesel e seus impactos no agronegócio

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo) manifestou preocupação com a recente alta do preço do diesel, que impacta diretamente os custos operacionais do agronegócio. O combustível é amplamente utilizado em máquinas agrícolas, como colheitadeiras, tratores e pulverizadores, além de ser essencial para o transporte nas propriedades rurais e o escoamento da produção.

A entidade, em nota, afirmou que o cenário atual não justifica uma corrida imediata para antecipar compras de fertilizantes, especialmente para produtores que não têm necessidade operacional ou financeira de travar custos neste momento. A Abramilho continua a monitorar os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis reflexos no setor agrícola brasileiro.

Atualmente, o preço do diesel no mercado interno é mais barato do que no exterior. A Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustível) informou que a defasagem do diesel vendido pela Petrobras chegou a 85% em relação ao mercado internacional, o que pode levar a um possível reajuste de preço nas refinarias.

A Petrobras declarou que acompanha as paridades internacionais, mas busca evitar o repasse imediato de volatilidade ao mercado brasileiro, considerando algumas oscilações como “exacerbadas”. Nos últimos dias, os preços dos combustíveis têm registrado alta na maior parte dos estados brasileiros, em meio à escalada do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã, que pressionou a cotação internacional do petróleo para acima de US$ 100 por barril.

Em 2025, os países do Oriente Médio responderam por cerca de 51% das exportações brasileiras de milho, com o Irã se destacando como um dos principais parceiros comerciais. O país costuma importar entre 4 e 5 milhões de toneladas do grão por ano, consolidando-se como um destino estratégico para o milho brasileiro.

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