Academia de Anápolis indeniza aluno em R$ 20 mil por homofobia

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) condenou uma academia de Anápolis a indenizar o produtor Marcus Andrade em R$ 20 mil, após um incidente relacionado ao uso de um short curto durante um treino.

O episódio ocorreu em 30 de junho de 2025, quando Marcus foi abordado nas dependências da academia devido à sua vestimenta, um short com fendas laterais. Ele foi levado a uma sala de vidro, onde recebeu uma advertência, sendo informado de que sua roupa não era adequada para o ‘ambiente familiar’ do local.

Após expor publicamente o ocorrido, Marcus alegou ter sido vítima de homofobia. Ele relatou que ficou em estado de choque durante a situação. ‘Eu reconheço que eu vivo numa posição privilegiada em termos social e econômico, então eu nunca tinha passado por uma situação de homofobia’, afirmou.

O produtor também mencionou que demorou a entender que havia sido alvo de homofobia e que decidiu processar a academia assim que se deu conta da gravidade da situação. ‘No primeiro momento eu fiquei me culpando, mas a partir da própria nota que a academia emitiu, foi ficando cada vez mais claro para mim que o problema não era meu vestuário, mas uma posição homofóbica baseada em religião’, completou.

A Justiça reconheceu que a academia tem o direito de estabelecer códigos de vestimenta e regras de convivência. No entanto, a juíza Luciana de Araújo Camapum Ribeiro, do 3º Juizado Especial Cível de Anápolis, considerou que a academia introduziu uma carga de reprovação moral à identidade do consumidor ao vincular um fundamento religioso ao episódio envolvendo um aluno homossexual.

O erro da academia, segundo a decisão, ocorreu após o incidente, quando o estabelecimento publicou uma nota oficial justificando sua conduta com base em um fundamento religioso, afirmando que tinha o objetivo de ‘agradar e honrar a Deus.’

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