Jennifer Rodrigues Monteiro, de 30 anos, permanece internada na Santa Casa de São José dos Campos, um mês após sofrer queimaduras graves ao acender um réchaud durante uma festa de carnaval em Mogi das Cruzes. O acidente ocorreu no dia 13 de fevereiro e impactou a rotina da vítima e de sua família.
De acordo com a tia de Jennifer, Adriana Rodrigues, o estado de saúde dela é estável, mas ainda considerado grave. ‘Ela precisou fazer uma traqueostomia, mas tem ajuda mecânica para respirar. Passou por cirurgias de enxertos, que foram bem-sucedidas. A Jennifer teve uma infecção de pele, que já foi solucionada. No geral, o quadro de saúde dela é de risco’, explicou Adriana.
O acidente aconteceu na noite de 13 de fevereiro, durante a festa ‘Abre Alas’, no Clube de Campo de Mogi das Cruzes. Jennifer trabalhava para um buffet e tentava acender um réchaud quando houve uma combustão que a atingiu. As queimaduras afetaram 31% do corpo, exceto as nádegas, as costas e o rosto.
Após o acidente, Jennifer foi levada inicialmente para a Santa Casa de Mogi, mas foi transferida no dia 17 de fevereiro para a Santa Casa de São José dos Campos, a pedido da família, que temia risco de infecção. O irmão de Jennifer, Felipe Estevão, precisou parar de trabalhar para acompanhá-la no hospital, o que complicou ainda mais a situação financeira da família.
Adriana, de 47 anos, assumiu a responsabilidade de cuidar dos três filhos mais novos de Jennifer, que têm 4, 6 e 7 anos. ‘Hoje me encontro com três crianças pequenas que demandam rotinas, disciplina, alimentação, rotina escolar e tudo requer tempo, paciência e dedicação’, detalhou. Para organizar a nova rotina, Adriana tirou férias do trabalho, mas expressou preocupação com o futuro.
O buffet onde Jennifer trabalhava tem oferecido ajuda com alimentos e produtos de limpeza, mas Adriana afirmou que o Clube de Campo não ofereceu apoio. ‘Iremos mover uma ação sim contra ambos, já que criança não vive só de comida’, declarou.
As crianças de Jennifer também enfrentaram dificuldades com a matrícula escolar após a mudança para a casa da tia. Inicialmente, não havia vagas disponíveis, mas após questionamentos, a Secretaria de Educação informou que as crianças seriam matriculadas na escola desejada.
Embora o hospital ainda não permita visitas, as crianças conseguiram falar com a mãe por chamada de vídeo. ‘Foi bem emocionante. Teve muito choro. As crianças ficaram bem sensibilizadas por verem a mãe da forma que ela está’, contou Adriana. Ela também mencionou que as crianças têm apresentado sinais de estresse e ansiedade.
O Conselho Tutelar de Mogi das Cruzes está acompanhando a situação da família para garantir os direitos das crianças. O Clube de Campo de Mogi das Cruzes informou que o caso está sob apuração do 1º Distrito Policial e que qualquer informação deve ser solicitada à autoridade policial.


