Desde o ano passado, a Sabesp tem enfrentado acidentes graves em suas obras em São Paulo. O mais recente ocorreu na quinta-feira (12), em Mairiporã, onde o rompimento de uma caixa d’água resultou na morte de um funcionário e deixou outras nove pessoas feridas.
A Prefeitura de Mairiporã decretou situação de emergência nos bairros Jardim Nery e Capoavinha, onde 82 pessoas foram retiradas de suas casas devido ao acidente. Até o momento, três feridos continuam internados no Hospital Anjo Gabriel, enquanto seis já receberam alta.
O reservatório que rompeu estava em construção desde janeiro de 2025 e tinha capacidade para armazenar 2 milhões de litros de água. O homem que faleceu era funcionário da Sabesp e foi encontrado sem vida dentro de um container. A empresa lamentou o ocorrido e se comprometeu a prestar apoio às famílias afetadas.
Outro acidente significativo ocorreu em setembro do ano passado, quando uma tubulação se desprendeu durante uma obra em Mauá, no ABC Paulista, matando uma idosa que estava em sua casa. O incidente foi atribuído a um aparente excesso de peso no momento do içamento do tubo.
A primeira ocorrência de grande impacto foi uma cratera que se abriu na Marginal do Tietê em 10 de abril do ano passado, devido a uma sobrecarga na rede de esgotos. O reparo inicial durou cerca de uma semana, mas o buraco reabriu um mês depois, e a recuperação completa levou quase um ano, custando cerca de R$ 75 milhões.
A Sabesp afirmou que está colaborando com a apuração dos acidentes e que uma investigação interna foi iniciada para identificar as causas do rompimento da caixa d’água. A empresa também se comprometeu a ressarcir os prejuízos causados.
““Lamentamos muito o ocorrido. Estamos dando toda a assistência necessária à família, psicólogos, assistentes sociais. A segurança é fundamental. Vamos apurar o que aconteceu”, disse Nivaldo Rodrigues da Costa, diretor regional da Sabesp, após o acidente em Mauá.”

