As ações da Adobe caíam mais de 5% por volta das 14h40, pelo horário de Brasília, nesta sexta-feira (13), após a notícia de que o presidente-executivo da companhia deixará o cargo. A saída de Shantanu Narayen lança novas dúvidas sobre a estratégia da empresa para enfrentar a crescente concorrência da inteligência artificial.
Narayen é creditado por ter criado a Adobe moderna, transformando as ferramentas criativas em um serviço de assinatura com receita mais confiável. No entanto, um influxo de rivais de inteligência artificial que podem criar imagens a baixo custo tem levantado questionamentos sobre a posição da companhia no mercado.
A Adobe não revelou na quinta-feira (12) quando nomeará um sucessor para Narayen, que ocupou o cargo de presidente-executivo por 18 anos e continuará como presidente do conselho de administração. A falta de clareza sobre a sucessão alimentou temores entre investidores, ofuscando resultados trimestrais que mostraram vendas melhores do que o esperado e um forte crescimento de usuários ativos mensais.
““O mercado já via a Adobe como estando do lado errado dos primeiros vencedores e perdedores da IA, e a saída do presidente-executivo sem um plano de sucessão claro simplesmente aprofundou esse ceticismo”, disse Ben Barringer, chefe de pesquisa de tecnologia da Quilter Cheviot.”
Os rivais da Adobe, como Canva e Figma, aceleraram o lançamento de ferramentas de imagem, vídeo e edição GenAI, criando pacotes próprios de produtos para conquistar participação no mercado. Profissionais de marketing e estúdios de cinema estão adotando a tecnologia, estabelecendo parcerias e utilizando recursos de IA generativa para criar campanhas e curtas-metragens.
As ações da Adobe acumulam queda de cerca de 23% até agora este ano, após caírem mais de 20% em cada um dos últimos dois anos. Apesar disso, elas tiveram um ganho de mais de seis vezes durante o comando de Narayen.

