O Acre registrou o primeiro caso de mpox, conforme nota emitida pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) nesta terça-feira (17). A doença foi detectada no município de Brasiléia, interior do estado, e confirmada por meio de exame laboratorial.
O paciente está sendo acompanhado pela Vigilância em Saúde. O caso foi classificado como importado, uma vez que a infecção não foi adquirida no estado. O paciente esteve em viagem no estado de São Paulo, onde pode ter ocorrido a exposição ao vírus.
Os sintomas tiveram início cerca de uma semana após o retorno do paciente à região de fronteira. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional e o CIEVS de Fronteira, em Brasiléia, foram acionados. As autoridades sanitárias de Cobija, na Bolívia, e de São Paulo também foram comunicadas para a realização do rastreamento de contatos, conforme os protocolos vigentes.
A Sesacre informou que ainda não há evidência de transmissão local no estado. A área técnica da Vigilância Epidemiológica da Sesacre, o Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) e demais instituições envolvidas na investigação foram mobilizados, adotando todas as medidas de controle, monitoramento e acompanhamento preconizadas pelo Ministério da Saúde.
A mpox é uma doença viral causada pelo vírus monkeypox, da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com lesões de pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou objetos contaminados. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, ínguas e lesões na pele.
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre mantém vigilância ativa em todo o território estadual, com ações contínuas de monitoramento, prevenção e orientação às unidades de saúde, a fim de garantir resposta rápida e oportuna diante de qualquer suspeita da doença.

