Ad imageAd image

Açúcar e outras commodities agrícolas sobem em NY impulsionadas pelo petróleo

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Os contratos futuros das principais commodities agrícolas encerraram a sessão desta segunda-feira (9) em alta na Bolsa de Nova York. O aumento foi impulsionado principalmente pelo petróleo, que voltou a se aproximar do patamar de US$ 120 por barril. Esse movimento reflete a crescente tensão no Oriente Médio, elevando os preços da energia e ampliando a preocupação dos investidores com possíveis impactos nos custos de produção, logística e oferta global de produtos do agronegócio.

Na Bolsa de Nova York, o contrato do açúcar com vencimento em maio fechou cotado a US$ 14,59 centavos por libra-peso, com avanço de 3,48%. Segundo dados do Barchart, os preços da commodity foram impulsionados pela nova alta do petróleo, após ataques de Israel a instalações de armazenamento no Irã. A valorização da energia tende a favorecer o etanol, aumentando a competitividade do biocombustível e incentivando usinas a destinarem mais cana-de-açúcar para sua produção, em detrimento do açúcar. Com isso, cresce a expectativa de redução na oferta global do adoçante.

Os contratos futuros já superaram a marca de 14,3 centavos de dólar por libra, atingindo o maior patamar desde 9 de fevereiro. Uma pesquisa da Reuters divulgada em 6 de março aponta que os preços do açúcar podem encerrar o ano cerca de 10% acima dos níveis atuais. A estimativa considera uma mudança no balanço global, de um excedente de 1,39 milhão de toneladas na safra 2025/26 para um déficit de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas em 2026/27. Para a região Centro-Sul do Brasil, a produção é estimada em 40,38 milhões de toneladas no ciclo atual, volume próximo ao registrado na safra anterior, porém com menor participação de cana destinada à fabricação de açúcar.

Os preços do cacau também fecharam em alta em Nova York. O contrato para entrega em maio avançou 1,83%, cotado a US$ 3.289 por tonelada. O mercado manteve suporte após a forte valorização registrada na última sexta-feira, quando os preços subiram 5,73% e atingiram a máxima em duas semanas. As tensões geopolíticas no Oriente Médio levaram investidores a recompor posições no mercado futuro, diante do risco de interrupções logísticas no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio global.

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com entrega em maio encerrou a sessão em alta de 1,23%, negociado a US$ 2,969 por libra-peso. Os preços atingiram o maior nível em três semanas, sustentados tanto por fatores climáticos quanto logísticos. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou as taxas de frete, os custos de seguro e os preços dos combustíveis, pressionando as despesas de importadores e torrefadores.

Os contratos futuros do algodão registraram leve alta na sessão. O contrato com vencimento em maio avançou 0,65%, cotado a 64,62 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi influenciado pela valorização do petróleo, que encarece o poliéster, principal substituto sintético do algodão, e pode favorecer o consumo da fibra natural. Apesar disso, os dados de exportação dos Estados Unidos indicaram demanda mais fraca.

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em maio fechou a sessão cotado a US$ 1.808 por tonelada, com valorização de 0,31% na Bolsa de Nova York.

Compartilhe esta notícia