A Polícia Civil do Espírito Santo investiga um adolescente de 14 anos suspeito de ter criado uma imagem falsa de nudez de três colegas de sala de aula utilizando inteligência artificial. O caso ocorreu em Vitória, no início de fevereiro, após o jovem ter um pedido de namoro recusado.
Os estudantes são de uma escola particular localizada no bairro Jardim Camburi. Segundo a mãe de uma das vítimas, o adolescente compartilhou a imagem nas redes sociais e a mostrou a outros colegas, contando com a ajuda de um comparsa. A mulher confirmou que sua filha havia recusado o pedido de namoro do jovem.
“”Eles estavam ficando, se conhecendo, e aí quando esse relacionamento ia para um namoro, ela disse que não queria, terminou com ele. Eu acho que foi essa motivação do crime. Motivado por isso, manipulou a foto, ele e mais um outro menino”, relatou a mãe.”
A imagem utilizada foi tirada há cerca de um ano e meio, mostrando as três amigas juntas e sorrindo em um shopping, sem contexto constrangedor. A situação foi comunicada à direção da escola, que aplicou um dia de suspensão aos jovens envolvidos.
A mãe da vítima afirmou que as meninas foram à escola para relatar o ocorrido e exigir providências. A escola convocou os meninos para uma conversa, onde eles confessaram a manipulação da imagem. No entanto, a mãe expressou insatisfação com a resposta da escola, que optou por uma abordagem educativa.
“”A minha filha e as outras meninas foram para escola contar o que houve e exigir que fosse tomada uma providência. A escola chamou os meninos para conversar e eles confessaram que tinham feito isso. Só que a partir disso, não foi feito muita coisa”, contou a mãe.”
De acordo com a mãe, sua filha está abalada e se sentindo exposta. Ela descreveu a sensação da filha, que disse:
“”Nossa, parece que eles tiraram a minha roupa de verdade, é essa a sensação que eu estou tendo”.”
A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle). A polícia instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do caso, realizando diligências necessárias para esclarecer a situação e identificar os envolvidos.
A instituição de ensino está colaborando com as investigações, já tendo enviado os documentos requisitados. As informações do procedimento tramitam sob sigilo, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente. A polícia destacou que a manipulação e divulgação não autorizada de imagens podem configurar ilícitos e são objeto de rigorosa apuração.

