Guilherme Suguimori, advogado de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou em entrevista nesta segunda-feira (16) que seu cliente não é investigado e nem alvo de qualquer operação.
“A própria polícia, quando traz questionamentos sobre o Fábio, ela faz ressalvas. Ele não é investigado e não foi alvo de operação, não foi convocado ao processo de qualquer maneira”, declarou Suguimori.
O advogado também mencionou que a defesa se antecipou a possíveis convocações para esclarecer a situação. “Nos adiantamos para apresentar uma procuração e falar que se há alguma dúvida, estamos dispostos a prestar esclarecimentos”, acrescentou.
Lulinha teve seu nome citado como um dos possíveis beneficiários de um esquema de desvios durante uma das fases da Operação Sem Desconto. Apesar das menções, ele ainda não foi alvo da investigação da Polícia Federal, que apura o caso.
No dia 26 de fevereiro, a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, revelando que ele movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026. Os dados foram obtidos pela CPMI.
A defesa de Fábio Luís criticou os vazamentos das informações. Suguimori afirmou que acompanha a CPMI e que “aquilo é política pura”. Ele comentou sobre pedidos de prisão feitos por alguns políticos e advogados sem que houvesse acesso ao inquérito. “Eu ouvi até que teve algumas pessoas, alguns políticos e alguns advogados que foram ao ponto de pedir a prisão dele sem ver o inquérito (…) e sem saber o que existe na investigação”, disse.
Para o advogado, há um “elemento político” por trás da exposição e dos vazamentos. “São vazamentos seletivos. Isso afeta o trabalho da polícia e do STF? A gente gosta de pensar que não”, concluiu.


