Um agricultor do município de Tabuleiro do Norte, no Ceará, fez uma descoberta inusitada ao perfurar um poço artesiano em busca de água. Sidrônio Moreira se deparou com um líquido preto e viscoso, com cheiro de combustível, que se revelou ser petróleo.
A descoberta, que poderia ser vista como uma sorte, trouxe mais complicações do que benefícios. Sidrônio notificou a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que realizou a primeira visita ao poço na quinta-feira, 12 de março de 2026. Os técnicos da ANP ficaram surpresos ao constatar que o óleo emergiu após a escavação atingir apenas 40 metros, profundidade considerada baixa para a ocorrência de petróleo.
Os especialistas alertaram Sidrônio sobre a necessidade de isolar a área, pois o material é tóxico e representa risco de contaminação. Além disso, ele está impedido de realizar novas perfurações, o que inviabiliza parte de seu sítio e agrava o problema de abastecimento de água que ele enfrentava.
Embora exista a possibilidade de lucrar com a extração do petróleo, essa chance é remota no curto prazo. De acordo com as leis brasileiras, todas as jazidas de petróleo pertencem à União. A propriedade de Sidrônio está próxima da Bacia do Rio Grande do Norte, mas a exploração só ocorrerá se for comprovada viabilidade econômica.
Se a exploração for viável, Sidrônio poderá receber até 1% do valor obtido, mas isso depende de estudos técnicos que ainda não foram solicitados. Na região, várias áreas não se mostraram lucrativas, o que levanta dúvidas sobre o futuro do agricultor.
O caso de Sidrônio Moreira pode ser comparado a ganhar na loteria e levar apenas um real para casa, deixando em aberto a questão se sua vida realmente mudou com essa descoberta.

