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Agricultor encontra possível jazida de petróleo no Ceará após perfurações em busca de água

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O agricultor cearense Sidrônio Moreira encontrou um líquido semelhante a petróleo ao perfurar o solo em busca de água em sua propriedade, localizada em Tabuleiro do Norte, no sertão do Ceará. As perfurações ocorreram em dois locais diferentes, mas não resultaram na descoberta de água, apenas em um líquido viscoso e preto.

A substância foi encontrada em novembro de 2024 e está sendo investigada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Testes laboratoriais indicaram que o líquido possui características físico-químicas semelhantes ao petróleo da região vizinha, no Rio Grande do Norte. A confirmação oficial, no entanto, depende da ANP.

Sidrônio relatou que, ao chegar à propriedade, decidiu furar um poço para solucionar a falta de água. “Quando eu cheguei aqui, sem água, eu disse: ‘Vou furar um poço’. Chamei minha esposa, fizemos um empréstimo do nosso dinheiro, da aposentadoria, e furei esse poço. Só que não deu água, deu foi esse material”, contou.

O líquido encontrado foi descrito pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE) como denso, viscoso e com odor semelhante ao de óleo automotivo. Após a descoberta, Sidrônio isolou o primeiro poço e tentou uma nova perfuração a cerca de 50 metros de distância, mas o resultado foi o mesmo.

A substância foi coletada e enviada para análise no Instituto Federal do Ceará e na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), onde foi confirmada como uma mistura de hidrocarbonetos com propriedades similares ao petróleo da Bacia Potiguar. A família de Sidrônio também preparou um dossiê para a ANP, que foi contatada em julho de 2025, mas a agência só se manifestou em 25 de fevereiro de 2026, informando que abriu um procedimento administrativo para apurar o caso.

A ANP ainda não confirmou oficialmente a natureza do líquido. A família de Sidrônio aguarda a resposta da análise, mas até o momento não encontrou água e teve que interromper a busca devido à falta de recursos e ao risco de contaminação da água da região.

“O que a gente queria era água, né? O que a gente queria era solucionar o problema da água lá, até porque meu pai já é idoso, gosta de criar esses animais”, disse Saullo, filho de Sidrônio. A família frequentemente precisa comprar água de carro-pipa para abastecer a propriedade.

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